Sobre meus 28 anos

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Escrevi esse texto um pouco antes do meu aniversário de 28 anos, no final do ano passado.

Chegar aos 28 anos me assustou um pouco, talvez por 28 é mais perto dos 30 do que dos 25, ou seja, eu já passei dos meus vinte e poucos anos. Além disso, porque parece que os anos passam e a lista de exigências só aumenta.  Como será que eu me imaginava com 28 anos quando era criança e o que será que a sociedade espera de mim com essa idade?Talvez se me perguntassem na infância, eu ia imaginar uma pessoa séria, casada talvez (afinal, a “vida perfeita” inclui uma família) e o “bem sucedida”que parece ser o termo mais em voga no momento e sinônimo de realizada e feliz.

 Esse termo aparentemente inocente  custa muito caro a uma grande maioria, caro a ponto de pagarmos com a nossa própria vida algumas vezes ( porque tempo não é dinheiro, tempo é vida). Caro porque gera depressão, transtorno, insatisfação e culpa. A geração que tinha mais possibilidades de ser feliz, que conquistou a tão sonhada liberdade de escolha, hoje muitas vezes não dorme sem remédio, não consegue distinguir trabalho de vida e não ri sem drogas nessa busca incessante de “sucesso”que provavelmente nunca terá fim. E não falo só do ponto de vista profissional, porque só isso já não basta, além do sucesso profissional, você ainda tem que ter uma vida pessoal exemplar, ser saudável, bonito, bem cuidado , ter uma boa relação amorosa e familiar e tudo mais que te diferencie ou faça melhor que os demais  que não se “esforçaram tanto” ou  provavelmente  não nasceram em berço esplêndido e cheio de talentos, afinal somos a geração do merecimento e não do esforço.Ou simplesmente, porque é humanamente impossível. Quem tem tempo para tudo isso na rotina acelerada e anti-natural que a sociedade impõem?
Eu me considero sim bem sucedida, mas principalmente porque a maturidade a idade me deram liberdade de não me importar com isso. Porque não sou mais aquela menina que com 21 estava acabando a faculdade e começando um mestrado porque achava que o mundo ia acabar amanhã e achava que precisar ser MAIS  qualificada que os demais.
Me considero bem sucedida não porque alcancei a fama ou o sucesso virando jornalista da rede globo ( afinal se você faz jornalismo, vai ouvir mil vezes isso) mas porque moro pertinho do mar, o que sempre foi um sonho. Porque moro em uma cidade bem silenciosa, então todas as noites antes de dormir eu consigo ouvir o barulho desse mar. Porque todas às vezes que eu me sinto triste ou perdida eu deito na areia da praia sozinha e quando as lágrimas rolam pelo meu rosto eu olho para as ondas no mar e entendo que todos os sentimentos são passageiros. Depois eu olho para o céu e para as estrelas e percebo o quão insignificante essa minha vida é perto da vastidão do universo e de tudo que minha alma já passou para chegar aqui e me aceito e entendo que não sou melhor ou pior do que ninguém, sou só uma parte , uma parte bem pequena.
Me considero bem sucedida porque não tenho um carro, porque simplesmente não preciso de um para andar na cidade que moro e quando eu vou e volto do trabalho posso admirar a paisagem andando a pé ou de skate. Porque posso ir na feira na quinta-feira e assim incentivar uma produção mais local, porque compro quase tudo em lojas que vendem a granel e assim quase não uso mais plástico nas minhas compras e talvez salve um outro peixinho desse oceano gigante que tanto amo. Também porque recentemente decidi de parar de comer peixe também, causando assim sofrimento a menos uma espécie, mas caso eu falhe em alcançar esse novo plano ,como já aconteceu, tudo bem.
Me considero bem sucedida porque finalmente entendi que a coisa mais importante da minha vida é a minha felicidade e que ela só depende de mim, então não permito que ninguém mais estrague ela e não deixo que ninguém que não esteja na minha vida para somar faça parte dela. Porque tenho coragem e não medo de defender o que acredito e confio o suficiente em mim mesma para não deixar críticas e palavras ofensivas me afetem. Porque aprendi que o que as pessoas me dizem diz muito mais sobre elas do que sobre mim mesma, que as únicas atitudes com as quais precisam me preocupar são as minhas e basicamente as minhas atitudes consistem em alimentar o que me faz bem e me afastar de tudo que não o faça. Hoje, eu dou uma mão para não entrar em uma briga e consigo respirar e quando bate a raiva ou outro sentimento negativo eu consigo observar ela e me perguntar de onde ela vem.  Eles ainda tomam conta, às vezes, mas me dar conta disso parece ser um bom começo.

Eu sinto bem sucedida porque fiz o que queria da minha vida até hoje e não o que outros esperavam que eu fizesse. Me sinto bem sucedida não porque conheço muitas pessoas ou tenho muitos “seguidores”, mas porque morei em 9 cidades diferentes na minha vida e em todas elas conheci pessoas fantásticas e amizades que consegui manter apesar da distância. Me sinto bem sucedida porque tem meia dúzias de pessoas que não deixariam de me ajudar caso eu precisasse, mas ainda mais porque também não deixaria de ajudar elas. Falando em ajudar, me sinto bem sucedida porque por causa do meu trabalho posso ajudar financeiramente algumas instituições de caridade e até ser padrinha de uma menina que mora no Cambodja e pretendo conhecer um dia.
Me sinto bem sucedida não porque tenho um cargo foda em uma multinacional, mas porque recebo alguns muito obrigada sinceros e porque consigo separar trabalho de vida, e não tenho que trabalhar no domingo ou dormir com um telefone do lado como já foi rotina. Me sinto bem sucedida porque apesar de trabalhar em escritório há 3 anos na Austrália no final do ano passado eu fiz uns trabalhos de babá nas horas vagas e no final de ano eu virei o ano  limpando uma cozinha. Me sinto bem sucedida porque entendi que a vida é curta demais para a gente achar que só pode ter uma profissão ou nasceu para fazer algo ou que um dia é mais importante que outro. Me sinto bem sucedida porque quando limpo um chão não penso que sou melhor ou pior do que ninguém e nem que “estudei muito para estar fazendo isso” ou que alguém que tem mestrado não deveria lavar um chão. Na verdade, a única coisa que me entristece é pensar que eu tive a oportunidade de vir para a Austrália e ganhar tão bem para lavar um chão ou fazer qualquer outra coisa que em 3 anos eu consegui juntar dinheiro suficiente para realizar meu sonho, o que seria impossível trabalhando em 98% das profissões no Brasil. Me sinto triste de pensar na desigualdade de salários no Brasil e como a gente incentiva quando acha que um trabalho é melhor que o outro e dizer “eu não estudei para lavar privada” é justamente isso. Me sinto triste porque sei que nem todo mundo vai poder realizar seus sonhos como realizei, mas orgulhosa por ter agarrado todas as oportunidades que a vida me deu e ter trabalhado com vendas, como chef, como baba, em bar em festival de música e outras coisas que nunca imaginei.
Me sinto bem sucedida porque vejo cada dia mais perto de ter uma vida cada vez mais simples, de quem sabe ter um hostel, quem sabe um café, quem sabe publicar o livro que escrevi, quem sabe viver o “meu sonho”. De que vale a vida sem um sonho? Hoje não sei mais se sonhos são bons ou ruins, mas o meu é ter a vida mais simples possível. Trabalhar no verão e no inverno ficar isolada do mundo, com meus livros e meus filmes, comendo comida da horta e passeando com meus cachorros em um final de tarde na beira do mar, de vez em quando desbravar uma parte nova do mundo. Também tenho esse sonho de ir para a Ásia com uma passagem só de ida fazer trabalho voluntário.
Me sinto bem sucedida porque às vezes gosto de escrever, às vezes gosto da área ambiental, às vezes gosto de comunicação, às vezes gosto de marketing, às vezes gosto de vendas, às vezes gosto de cozinha, às vezes de permacultura, e hoje sei que não tem problema gostar de tudo. Alias, nada é realmente um problema. Hoje me sinto bem sucedida porque sei que se meus projetos futuros não derem certo, tudo bem, a gente vai levando. Se a vida virar minha vida de cabeça para baixo nada mais estiver no lugar, como já aconteceu, tudo bem, será por um bom motivo, o lugar em que você deve estar é sempre onde você está, e hoje agradeço à vida todos os dias porque tudo que ela colocou e tirou na minha vida e por estar exatamente onde estou.
Hoje me sinto bem sucedida porque nunca fiz mal para ninguém conscientemente, porque nunca menti para ninguém, porque nunca humilhei, porque sempre tento usar palavras que não ofendam os outros. Porque não preciso diminuir alguém para me sentir melhor, porque a felicidade dos outros não me incomoda.
Me sinto bem sucedida porque não sou mais aquela pessoa que não chora por nada, pelo contrario, choro até em comercial e tenho orgulho disso, porque li em algum lugar que as pessoas que emocionam com as histórias alheias são pessoas mais sensíveis, com mais empatia.
Me considero bem sucedida porque não tenho mais vergonha de ser sensível e ter muitos defeitos, não acho um problema ser a pessoa que mais ama e se doa em uma relação, não tenho medo de ser vulnerável ou dizer que estou errada. Felicidade, realização  ou plenitude não é um emprego que vai nos dar, não é o dinheiro, não é fama, não é sucesso, não é  ser bem sucedido, o melhor que a vida pode nos dar são as experiências e o que a gente pode fazer para retribuir essa oportunidade única que a gente recebeu é viver essas experiências da melhor forma. Não sei se estou vivendo da melhor forma, mas hoje agradeço todos os dias por essas experiência linda chamada vida. Tenho maior orgulho de ter quase 28 e ainda parecer uma criança e encher a boca para dizer: eu não sei nada. Afinal, como diz Clarice, “tudo que não sei é a minha maior parte e melhor: é a minha largueza.Tudo que não sei constitui a minha verdade”. 

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Os difíceis janeiros

Às vezes Santa Maria volta à minha memória, sempre com muito carinho. Lembro do chimarrão no calçadão, os finais de semana de trekking e cachoeira, o sol  e a cocada de maracujá nos dias de feira do livro e as noites de olhos vidrados nas telas do Santa Maria Vídeo e cinema. Lembro das ruas repletas de milhares de jovens nos vestibulares.  Infelizmente, em outros momentos lembrar de Santa Maria me traz uma dor no fundo do peito, especialmente quando chega o mês de janeiro. Todo janeiro, Santa Maria começa aparecer na minha timeline do facebook e na minha memória com mais frequência. Quando o dia 27 amanhece, o mesmo embrulho no estômago e a tentativa de compreender/aceitar o imcompreensível/ inaceitável volta.  No dia 27 de janeiro de 2013, por mais que ouvisse as notícias e posteriormente estivesse lá, em frente a Kiss, ou em hospitais e enterros, parecia que tudo aquilo não passava de um pesadelo.  Naquele janeiro, um nuvem cinza tomou conta da cidade, de forma figurada e literal. Seis meses depois disso, eu deixei Santa Maria e regressei a cidade só em duas ocasiões.  Nos 5 anos da Kiss, 5 anos de injustiça e impunidade, meu desejo é que essa cidade consiga um dia voltar a ser a cidade alegre que já foi um dia, que sirva de exemplo para que tragédias como esse não se repitam e, principalmente,  que deus conforte o coração dos familiares, amigos e vítimas da Kiss. A tragédia de Santa Maria me ensinou que existem coisas que não tem explicação e nunca vão ter, que a vida é muito frágil e que tudo é muito pequeno perto do valor que ela tem por si só. Além de tudo,  que não devemos deixar para amanhã o queremos viver hoje  e nem deixar para amar as pessoas amanhã, pois, como diz Renato,  muitas vezes não há amanhã.

“O pouco que sei não dá para compreender a vida, então a explicação está no que desconheço e que tenho a esperança de poder vir a conhecer um pouco mais” Clarice Lispector 46725_4902979086274_1309397729_n.jpg

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Feliz dia dos pais, pai

Tenho muitas fotos de momentos especiais que passei no Brasil no ultimo ano, depois de dois anos e meio longe de casa. Mas os momentos que mais marcaram a minha estadia lá, eu não preciso de fotos para lembrar. Um deles, foi quando comecei a fazer as malas para voltar para a Austrália: eu estava sentada no chão do meu quarto, tentava separar as roupas para colocar na mala aberta na minha frente, meu telefone estava do lado, tocava a música ˜Paciência˜, do Lenine. Eu tentava inutilmente engolir o choro, respirava fundo, mas as lágrimas não paravam de rolar no meu rosto, uma atrás da outra. O meu pai estava do meu lado, em silêncio.
É tão fácil a gente encher diálogos de palavras vazias com tantas pessoas diariamente e tão difícil encontrar pessoas que a gente consiga simplesmente compartilhar o silêncio e, ainda assim, ser compreendido.
Quanto difícil deve ser para um pai e uma mãe que cuidaram de um filho com tanto carinho ver eles saírem pela porta sem saber quando, e se, irão voltar? Quão difícil é para qualquer pessoa viver longe de quem se ama? E mais difícil ainda, mesmo longe, conseguir ficar feliz por saber que a outra pessoa está feliz? Dar liberdade para quem amamos é a maior prova de amor que existe. Afinal, o amor verdadeiro não é possessivo e não exige presença física, porque no amor verdadeiro, na conexão de coração para coração, não existe tempo nem distância.
Aquele momento, como tantos outros que fazem parte da minha memória, me fazem ter certeza de que há coisas que não tem preço, como diz Lenine: a vida é tão rara. Viver longe dos meus pais, as pessoas mais importantes da minha vida, é um preço caro demais a pagar por qualquer coisa. Algumas pessoas podem achar que é difícil para quem mora longe passar datas como essa distante, mas, na verdade, são das coisas mais simples que sentimos falta e sentimentos essa falta todos os dias, em diferentes momentos. Ainda sinto o gosto da granola ou da paella que meu pai faz. Até as batidas na minha porta de manhã cedo quando eu estava atrasada para a escola, que à época eu odiava, hoje fazem falta. Ainda nos vejo caminhando pela rua em um domingo de sol tentando decidir em que restaurante almoçar. Sinto falta de ver meu pai e meu irmão jogando videogame como duas crianças. De olhar para os girassóis no quadro da sala e saber que eles tinham sido pintados por ele. De saber que todo maio tinha a festa dos taurinos e a gente ia dançar muita música boa juntos . E mesmo que a gente já não morasse na mesma casa, eu sabia que era só eu pegar um ônibus e ele estaria na rodoviária me esperando, andando de um lado para o outro um pouco desatento, o carro estacionado sempre na mesma vaga.
De certa forma, acho que fiquei dois anos e meio sem ir para casa porque eu já sabia o quanto ia ser difícil voltar. Ao contrário de muita gente que vai passar as férias em casa, em nenhum momento eu não senti que aquele não era meu lugar. Casa é onde o coração está e minha casa no Brasil é o lugar mais especial que já encontrei no mundo, só que eu precisava vir até o outro lado do mundo descobrir isso, precisava descobrir que as únicas barreiras que existem estã18447682_10211479217110042_477556778042539538_n

 

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Hello, Stranger

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Em que momento da vida a gente desaprendeu a se relacionar com os outros? Ou a gente nunca soube?

Tem tantos diálogos do filme “Closer” que eu gosto, que eu mesma já me vi usando alguns deles na vida real. O enredo parece simples: paixões; relacionamentos. Porém, os diálogos tocam em questões que nos são caras,  quer dizer, será que ainda são?  Não quero parecer a velha conservadora, mas parece que estamos cada vez mais na superfície dos relacionamentos.

“Se você acredita em amor a primeira vista, você nunca deve deixar de procurar.” Aparentemente cada vez mais pessoas procuram por um ” ideal”, uma pessoa que caiba em todas suas caixinhas de ideias, que são infinitas. Começa pelo tipo físico, passa pelos hábitos e terminas nos projetos de vida. Parece que ninguém quer mais construir junto, virar a vida de cabeça para baixo por outra pessoa. Queremos alguém que caiba nos nossos sonhos e ainda se vista do jeito que gostamos, fale dos assuntos que nos interessa e esteja sempre disponíveis quando fica bom na nossa rotina.  

Nos esquecemos que o amor é a única parte da vida da qual não podemos ter controle e que as pessoas são como elas são, não como nós queremos. E falo por mim também, porque já ouvi de um “médium” que eu sou muito boa com todos os aspetos da minha vida, mas parece que no lado emocional eu estou sempre deslizando. Talvez por que eu saiba o tipo de relacionamento em que acredito, mas o meu ego tem medo dele ou quer se provar perante os outros, ou simplesmente porque não estou preparada. Então eu entro de cabeça em qualquer jogo de gato e rato até sair com a vantagem e corro quando vejo algo que teoricamente pode de fato me fazer bem. E quem não é assim? Me ensinem, por favor.

Aonde? Me mostra! Aonde esta esse amor? Eu não posso vê-lo, eu não posso toca-lo, eu não o sinto, eu não posso ouvi-lo. Eu posso ouvir algumas poucas palavras, mas eu não posso fazer nada com essas suas simples palavras!”

Essa é umas das frases que eu usei para a minha vida, foi  no fim de um relacionamento, quando as palavras já não são suficientes.  A nossa incapacidade de colocar sentimento em ações também parece ser gritante nos dias de hoje. Os corações estão por toda parte, mas seja com amores ou amigos, quantas pessoas realmente estão disposta a fazer algo por você sem ter absolutamente nenhuma vantagem?  Quantas pessoas se preocupam de verdade com você e demonstram isso com atos?

“Eu não quero mentir. Eu não posso te dizer a verdade. Então acabou.

“O que há de tão bom na verdade? Tenta mentir para variar, é o jeito do mundo.”

E por último e não menos importante, qual o  problema do mundo com a sinceridade? Porque essa necessidade de dizer o que não se pensa, de fingir o que se quer, de esconder, de criar histórias. Porque não simplesmente olhar nós olhos de alguém e dizer a verdade? Não fazer jogos, ser sincero, ainda que a verdade às vezes doa mais que uma mentira.

Não somos bonecos, somos pessoas. Por mais que pareça estarmos acostumados a viver nesse modo automático, todos nós sabemos no final das contas que viver na superfície é ruim demais. Mas não conseguiremos ser melhores com os outros enquanto não formos com nós mesmos. Chega uma hora que o superficial cansa. Cansa a mentira, cansa o egoísmo. Que você quer o simples, o claro. Não fomos feitos para viver pela metade. Não fomos feitos para fingir os nossos sentimentos, mas só conseguiremos ser sinceros com os outros quando formos com nós mesmos. Só vamos falar a verdade para os outros, quando a gente tiver descoberto a nossa própria verdade. Mas, quando a gente descobrir a nossa verdade, a do outro não vai fazer diferença, porque o outro é só um espelho para nos mostrar o melhor de nós mesmos.

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Quanto vale um sonho?

Um sonho às vezes vale uma vida inteira, às vezes se vai em um piscar de olhos. Se tem algo que inquieta minha mente é o nosso poder de criação frente ao mundo. Me inquieta porque, por um lado acho que somos sim co-criadores da nossa situação, ou seja, se temos o poder de imaginar, temos também para colocar em prática e realizar, mas, por outro lado, aquilo que está fadado a acontecer não vai acontecer independente dos nossos desejos? Ou pior ainda, e se o que precisamos viver, o que está “escrito”no nosso destino for conflitante com nossos sonhos? E se não tivermos sonhos, podemos viver algo ainda mais interessante do que nossa mente pode ter um dia imaginado?

De algumas situações práticas que vivi na minha vida, a lição que ficou é: você pode ter o que você quiser na vida.  Sim, se você pedir a vida vai te dar. Mas o quanto você está disposto a pagar por isso? Meu mestre diz que somos aquilos que amamos. O quão forte é essa sentença?  Sim, somos aquilo que amamos, somos aquilos que colocamos nossa energia. Aquilo que cresce é aquilo que permitimos que cresça. Se você quer dinheiro, você terá dinheiro. Mas o quanto feliz você será sendo um “escravo do dinheiro”?

Então, até que ponto vale à pena sonhar, criar, desejar? Nos últimos anos, “criei” alguns novos sonhos, depois de ter realizado os antigos. Eu sonhei com a Austrália, com a Nova Zelandia, com Bali e com a África, um dia. Hoje, eu sonho com uma viagem de seis meses fazendo trabalho voluntário na Asia e com ter o meu próprio negócio. Eu não só sonho, mas eu coloco quase toda minha energia nisso há mais de 3 anos. 3 anos, nada perto de tudo que vou viver. Às vezes me pergunto se essa é a coisa certa, se não estou fugindo do que realmente deveria estar vivendo a partir do momento que crio esses planos e desejos para mim. E se mais do que isso não estou tentando dar sentido a algo que no fundo não sentido, que é a vida. Eu não só crio sonhos,  mas me apego a eles, me agarro a eles, de maneira que me assusta pensar que eles não virem realidade. Quando na verdade eu sei que nenhum sonho vai durar, que no final de tudo, o que resta é algo que transcende o que pode ser tocado, e que eu ainda estou muito no início da jornada para poder escrever sobre isso.

Mas hoje, eu resolvi escrever sobre sonhos. Porque me pergunto até que pontos eles são genuínos. Esses dias me peguei pensando nas ideais de família e casamento, em uma ideia que eu tenho de que quero constituir uma família por volta dos meus 32 anos. Será que ter um filho é mesmo um desejo genuíno de nós mulheres ou é mais uma coisa que alguém que falou que a gente precisava  para ser feliz? Para ser completo?

Quão leve eu me sinto sem meus sonhos. Como diria “Kerouac” : “o mundo se abria à minha frente porque eu nao tinha sonhos”.  Quando nada você espera, tudo é possível, e tudo é perfeito. Na verdade, todas as coisas são perfeitas do jeito que são.  Não me culpo por ter sonhos, não te culpo por teus sonhos, pelo contrário, até digo: acredite nos seus sonhos. Mas não agarre eles tão forte , não se decepcione, não deixe que eles se tornem a única  razão da tua felicidade. Só há uma coisa no mundo que pode te fazer feliz: a tua escolha de ser feliz nesse momento. Porque esse momento é, de fato, a única coisa que existe. E uma porção de momentos felizes podem te fazer realizar teus sonhos sem muito esforço.

Com amor,

Ananda Unmani

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Cada dia mais incerta sobre algo, cada dia mais entregue para essa experiência linda chamada vida.

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South Africa: um país de surpresas

Das montanhas de Drakensberg, passando pela clima árido do Kruger até a suntuosa litorânea Cape Town, a África do Sul foi uma caixinha de surpresas para mim.

Eu sabia que iria encontrar um lugar rico em história, não só porque estava no berço da humanidade, mas por histórias que marcaram a fundo a nossa civilização, como a escravidão e o  Apartheid. Mas achei que essa história estaria em museus e exposições, só que ela estava em cada pedacinho que conhecemos.

Primeira parada na África do Sul: Drakensberg

Chegamos em Johannesburgo, uma das mais populosas cidades do país e logo já pegamos um carro e rumamos para Drakensberg, fronteira com Lesotho ( pequeno país dentro da África do Sul). Pelo que a gente leu na internet ou você tem que ir até Druban para pegar o visto para conseguir entrar em Lesotho ou dá um “jeitinho”na fronteira, ou seja, propina. Fomos pelo caminho mais fácil, ou seja, o segundo, e deu certo. Não que eu seja a favor de fazer a coisa errada, mas eles poderiam facilitar com um visto online ou na entrada do país.

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Montanhas já dentro do território de Lesotho, o país com a maior altitude mínima do mundo

Primeiras impressões: Desde o aeroporto e durante todo o caminho até Drakensberg, a Africa ia mostrando a sua cara e quase 100% das pessoas que víamos pela estradas eram negras. Parece uma coisa óbvia que na África vai haver mais negros do que brancos, mas é diferente imaginar e sentir isso na pele e isso foi uma das coisas que mais me chamou a atenção no começo. Mais de uma vez fomos mal atendidos ou as pessoas falaram com a gente sem nem nos olhar no rosto. Não estou criticando, mas acredito que isso seja um resquício da história de conflitos no país. Entendo o quanto que eles sofreram com os conflitos raciais e que de certa maneira eles não tenham motivos para nos “agradar”. Mas não da para generalizar claro, a gente achou muita gente legal no caminho, que foram simpáticas e nos ajudaram. Até porque nos perdemos muito e a internet é artigo raro. Por muito dos locais que a gente passou só haviam vilarejos ou cidades de uma rua só. Mas uma coisa engraçada é que sempre existe um KFC e era nele que a gente “roubava”internet para carregar as rotas.

 Acomodação: Em Drakensberg tivemos nossa primeira cabana, no Sani Lodge Backpackers e seguimos de cabanas na Swiziland e no Kruger. Os quartos privativos dos “hostels”são essas cabanas, achei isso bem diferente e legal. O único local que tinha internet era o restaurante e ele fechava às 21h e abria pelas 9h.

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Cabanas são as acomodações mais comuns em hostels e parques da África

Em Drakensberg, acordamos pelas 6h para garantir que íamos ao passeio em Lesotho. Vivemos quase uma hora de apreensão sem saber se nos deixariam ir porque não tínhamos o visto. Por fim, deixaram, mas com a responsabilidade sendo nossa na fronteira. Lá, quando dissemos que éramos brasileiros e não tínhamos o visto  ( a lista deles de países que precisa de visto é enorme) nos chamaram para uma salinha e nos perguntaram quanto tínhamos na carteira, dissemos r 200,00 ( cerca de AUD 20,00 ou R$ 50,00) ele pediu mais e negociamos as duas entradas por AUD 300,00 ( cerca de AUD 30,00 ou R$ 70,00). O  visto na cidade oficial custa mais de r 1000 ( mais de AUD 100,00 ou R$ 250,00 ) e em vários sites achamos informações sobre a proprina. É claro que é um negócio lucrativo para eles e com isso sinceramente não sei se um dia vai parar. Sei que é errado o que fizemos, mas qual sentido faz pagar mais de 100 dólares para entrar em um país por um dia e ainda não termos nem a possibilidade de fazer esse visto online? No meu mundo ideal, todos os países teriam free acesso, fazer o quê 😦

Enfim, apesar disso, o passei valeu a pena, o local é lindo, cheio de montanhas, fizemos uma trilha para subir nelas e ter uma visão melhor, vale levar roupa de chuva porque choveu e o clima muda o tempo todo:

 

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Algumas áreas de Lesotho chegam a ter 3 mil metros de altitude

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Na saída de Lesotho fica um o PUB mais alto da África do sul, a vista é linda!

Seguindo viagem…Swaziland

A nossa visita por Swaziland, outro pequeno país dentro da África do Sul,  foi realmente rápida, também rico em montanhas o pequeno país no interior da South Africa tem como principal atração passeios  para ver os hipopótamos, passamos só de passagem seguindo em direção ao Kruger National parque.1/3 da população da Swaziland tem o vírus da AIDS e a situação econômica do país é bem precária.

Segunda parada: Kruger National Parque

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Eu e os elefantes no Kruger

Ahh, o Kruger ! Olhando os documentários da Discover eu sempre achei que os locais que eles iam eram super isolados e que era super difícil ver um animal na selva. Mas não é, desde o momento que entramos no Kruger animais começaram a passar do lado do carro ou até mesmo na frente, como se nada tivesse acontecido. É claro que começam a aparecer sempre os mais comuns: os belos e gigantes elefantes africanos, os altivos veados, as cumpridas e elegantes girafas, as belas e discretas zebras e até os preguiçosos hipopótamos.

Depois de um tempo o olhar vai até se acostumando com esses animais eaí você quer ver mais, você quer ver todos eles : The Big Five ( os cinco grandes do Kruger– leão, tigre, onça, rinoceronte e buffalo). Os mais difíceis animais de se ver são os felinos, justamente porque eles caçam a noite e ficam escondidos durante o dia. Por sorte do destino, conseguimos ver uma onça pertinho do carro um dia, mas leões, infelizmente, não foi dessa vez. Se você quer ver todos, aconselho ficar uns quatro dias pelo parque. Além da opção de ir por conta, há vários passeios que você pode comprar lá mesmo, diurnos e noturnos, o bom é que os guias conhecem bem o local e vão se avisando onde os animais estão. No nosso não vimos leões, mas vimos uma Hiena, quer dizer, eu vi pouca coisa, porque estava cansada e o vento fresco e o balanço do caminhão me fizeram dormir ( o que não é difícil) o passeio inteiro haha.

Serviço: O Kruger não é um passeio barato, gastamos cerca de AUD 200,00  ( ou cerca de 500,00 reias) cada um para três noite de hospedagem e os passeios custam mais ou menos AUD 35,00 cada um ( e eu dormi o passeio todo haha). Mas sério, vale muito à pena, além do lugar ser fantastico, as acomodaçoes são ótimas, super confortáveis e bem equipadas, camas boas, cozinha e chuveiro bom. Algumas delas tem uma super vista e alguns campus tem pscina. O contato com a natureza é incrível e em muitos lugares não tem internet para você aproveitar ainda mais ( ufa). Não tem como não sentir uma paz enorme nesse lugar.

Dica: Leve protetor solar e muita água, porque é muito quente. Lá dentro tem várias lojas, mini mercados e local para abastecer, mas preferimos passar no mercado antes de entrar no parque para economizar um pouco. Não deixe de fazer um piquenique em um dos locais destinados para isso no parque. Há uma infinidade de pássaros também para quem gosta ( não é muito o meu caso hehe).

Dizem que uma imagem vale mais do que mil palavras, então lá vai:

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Zebras é o que você mais irá ver no Kruger

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Leopardo no Kruger

 

 

Terceira parada: a linda Cape Town

Cape town é uma cidade apaixonante, cercada por morros e com uma oceano azul , a cidade é linda em cada canto que você olha. É um lugar ótimo para relaxar, mas também tem muita coisa para fazer  como restaurantes e festas se você quiser agito.Vale à pena ficar uns 5 dias pelo menos na cidade para conseguir visitar as principais atrações: subir a Table Mountain ( uma das sete maravilhas do mundo), a Lions Head e o farol do cabo da boa esperança, jantar ou fazer compras no V&A Waterfront, pegar um barco para Robben Island ( onde o Mandela ficou preso), visitar os pinguins de Boulders Beach,  nadar com tubarões, ver baleias ou relaxar nas praias da região.

Acomodação: Como em outros locais da África do Sul a hospedagem não era assim tão em conta, pagamos cerca de AUD 50,00 por um quarto no backpacker “Aloha”o lugar essa super agradável e bonitinho, com uma cozinha bem grande e um jardim com piscina. O quarto também era super grande e bonitinho.

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Vista do top do Lions Head: caminhada cansativa mas que vale à pena

Nós fizemos quase tudo da lista acima.  Subimos a Lions Head, uma caminhada de cerca de 40m bem íngreme, e a Table Moutain  ( de bondinho porque leva duas horas e é difícil achar a sinalização do caminho) no mesmo dia e de quebra ainda curtimos o por do sol no farol do cabo da boa esperança, passando na volta em Boulders Beach para ver os pinguis porque eles são demais.

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Pinguins em Boulders Beach ❤

Ainda  Cape Town fizemos o passeio da Robben Island, que é a ilha/prisão em que o Mandela passou 18 anos, assim como outros presos políticos e criminosos em geral. O local é bem disputado e nem sempre é fácil achar os tickets para o horário desejado. Lemos muitas reviews boas e ruins sobre esse passeio, mas eu gostei bastante. A única coisa é que vai muita gente.  Os passeios são guiados por homens que realmente foram prisioneiros na ilha. Durante o tour é possível ver onde eles eram forçados a trabalhar, onde dormiam e como viviam.

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Lembrança de Robben Island 🙂

No último dia de Cape Town foi o dia de mergulhar com tubarões, que eu já fiz um post aqui sobre e foi uma experiência muito legal também 🙂

 

Então da África do Sul é isso, se você tiver alguma dúvida fico à disposicão pelo email anandadelevati@gmail.com,

Have a nice triP ❤

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Nova Zelândia: Ilha Sul

Bom, resolvi resumir toda minha viagem para NZ em um post porque apesar de eu ter ficado 9 dias no sul da Nova Zelândia, eu consegui aproveitar bem pouco. Choveu em todos os dias ( como dá para ver na imaginem principal), o que limitou bastante minha experiência. Mas é assim mesmo, todo mundo que viaja bastante sabe que às vezes você terá o azar de conhecer um lugar lindo e que você sempre sonhou debaixo da chuva. Mas a natureza é sábia e não temos do que reclamar.  ❤

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Vida de mochileiro é assim, às vezes a gente viaja com chuva mesmo ❤

 

Posso dizer sem dúvidas que a Nova Zelândia é linda, assim como já havia dito quando fui para o norte, mas infelizmente no frio e na chuva fica um pouco mais difícil curtir essas belas paisagens. Mas vou contar um pouco aqui sobre o que vi por lá.

Bom, minha viagem começou em um dos principais destinos de quem vai para o Sul da NZ: Queenstown. A cidade é bem pequena, mas encantadora. É um dos centro do Sul da ilha e é considerada a capital dos esportes radicais. Para quem gosta de esporte, você pode tentar de tudo por lá : ski, skydive, bungy jump e etc. Para quem não é tão chegado nos radicalismos, pode só curtir as belas vistas da cidade, comer uma boa comida ( lá o sorvete da Patagonia e o hamburguer do Ferg Burguer  são as comidas mais famosas). Ah, o local também tem uma noite bem agitada para quem curte  a vida noturna ( o que não é muito meu caso, pois sou meio “velha”para balada haha). Você também pode ter uma bela vista da cidade passeando de gondola ou subindo a  pé para o mirante da cidade, que foi o que eu fiz, demorou mais ou menos 1h para subir e mais uma para descer, mas vale à pena: a vista é muito bonita.
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Queenstown Lookout depois de 1 hora de caminhada

De Queenstown eu peguei um ônibus para Twizel, passei a noite lá e na manhã seguinte peguei um ônibus para o Mt Cook, onde já havia reservado um hostel para passar à noite. Minha ideia era fazer alguma caminhada ou trekking, mas o tempo estava horrível 😦 e acabei saindo só para almoçar ( debaixo da chuva) e fiquei lá curtindo o restaurante um pouco ( há duas opções se não me engano). Pedi um sanduíche com salmão, pois queria experimentar o famoso salmão da NZ e é mesmo uma delícia.
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Mt cook: Lindo, mesmo na chuva

No outro dia, segui viagem para  Tekapo. Nem vou falar que continuava chovendo, porque como disse, choveram todos os dias. O lugar é bem pequeno e do ônibus mesmo você já vê a atração principal : o lago.  É bem bonita a paisagem e se o tempo estiver bom o legal é ficar à noite para ver as estrelas, pois o local possui um dos céus mais escuros do mundo 🙂 Porém, a atividade é um pouco cara. Na faixa de AUD 150,00 ou R$ 400,00.
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O lago azul de Tekapo

De Tekapo fui até Wanaka, a cidade também é super bonita, parece com Queenstown mas um pouco menor, tem um lago lindo e também é possível fazer vários esportes radicais. Eu cheguei a pagar para pular de skydive, mas foi cancelado, nem preciso dizer porque 😦
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Sol em Wanaka, finally 🙂

De volta a Queenstown, eu separei um dia inteiro para fazer o passeio de Milford sound, é simplesmente incrível e indico muito , o lugar é muito lindo. Da para ir até lá de carro e só pegar o barco ou dá para pegar uma excursão de Queenstown, são cerca de duas horas de ônibus para ir, duas de barco e mais duas para voltar. Ou seja, a excursão sai umas 8h  e volta umas 19h. Paguei uns AUD 100,00 e valeu cada centavo. A minha dica para bookar passeios é o site bookme.nz. Lá sempre tem promoções melhores que das lojas turísticas das cidades 🙂
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Milrford Sound : Não deixe de fazer esse passeio na ilha sul da NZ

Esse post ficou curto hein. Foi a chuva haha Eu comprei minha passagem para NZ bem antes e nunca imaginei que ia chover tanto, mas acontece e é preciso aproveitar igual. Quem for para NZ aproveite, pois é uma país lindo e inesquecível 🙂 eu amei desde a primeira viagem.
So, have a nice trip, enjoy mate ❤
Dicas :
Transporte: De Queenstown eu fiz toda minha viagem usando somente ônibus. Dessa vez, quase todos os tickets que comprei foram pela Naked bus ,  pois a empresa estava com os preços mais baratos, uma média de AUD 30,00 dolares por trecho. O único  transporte que usei diferente foi um ônibus específico para o Mount cook,o The cook connection,  que me pegou em  Twizel e levou até o Mt cook e depois me deixou em Wanaka.
Hosteis: Em Taupo fiquei no YMC de Wanaka, o hostel é super bom e tem uma lareira com uma vista linda do lago, super bem localizado, adorei. Paguei AUD 25,00 ou R$ 65,00 por noite no  quarto coletivo.
No primeiro dia, eu  tinha pego o Lake Hawa Hostel, mas é super longe da cidade, minha sorte foi que parei em um mercado e ligaram para lá e o carro do hostel foi me pegar, como tudo na NZ é perto e as cidades muito pequenas, nem imaginei que o hostel podia ficar tão longe. A vista é linda de lá, mas só pegue se tiver carro.
Mt Cook : Fiquei no YHM de Mt cook, muito boas as instalações e preço um pouco mais caro pela falta de opções lá: AUD 39,00 ou R$ 101,00 pela noite no quarto coletivo. Tem que reservar com um pouco de antecedência o hostel, pois se o YHM estiver lotado você provavelmente pagará bem caro em outra opção de acomodação, eu mudei todo o trajeto da minha viagem para conseguir ficar lá quando estivesse em Mt Cook, ou teria gasto uns 100 dólares a mais.
Twizel : Em Twizel eu fiquei em um dos poucos locais disponíveis , a cidade é bem pequena mesmo e para mim só serviu como ponte para o Mt cook. Fiquei no High Country Lodge, o hostel era ok e preço dentro do padrão ( AUD 32,00 ou R$ 83,00 pela noite em quarto coletivo.
NZ Sul Highlits: Queenstown, Mt cook, Lake Tekapo, Lake Wanaka, Franz Glacier e Franz Josef e  Milsfourd sound.
🙂 Have a nice travel, mate. Cheers!
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